Ambientado na Argélia dos anos 90, Papicha (2019) retrata a influência da Guerra Civil Argelina na vida de quatro jovens mulheres e suas ramificações.
Para proliferar encantamentos: 8 poemas de Manoel de Barros
Distâncias somavam a gente para menos. Nossa morada estava tão perto do abandono que dava até para a gente pegar nele. Eu conversava bobagens profundas com os sapos, com as águas e com as árvores. Meu avô abastecia a solidão. A natureza avançava nas minhas palavras tipo assim: O dia está frondoso em borboletas. No…
Yemanjá, Yèyé omo ejá, Iemanjá: a mãe cujos filhos são peixes
Se há uma divindade adorada em todo o território nacional, certamente é Yemanjá, a mãe com muitos nomes – Yemọja, Inaê, Dona Janaína, Sereia, Iara, Princesa, Rainha do mar. Sua presença em solo brasileiro não pode ser contada sem retomarmos às origens das religiões afro-brasileiras e, de antemão, pedimos aos nossos leitores que desconstruam o apego à tão difundida imagem de santa branca com traços católicos: Yemanjá é negra, ancestral, e tão antiga quanto a criação.
Achille Mbembe: necropolítica e o direito universal à respiração
É improvável que você encerre 2020 sem ter ouvido falar em necropolítica. O termo foi cunhado por Achille Mbembe e esmiuçado na obra Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte (2018) e é, provavelmente, a palavra que mais representa o Brasil pandêmico.
Sylvia Plath: vida, obra e o Solilóquio da Solipsista
Sylvia Plath é, inegavelmente, uma das maiores escritoras do século XX. Aclamada por sua poesia intensa e confessional, Plath era também brilhante em prosa. Nascida em 27 de outubro de 1932, cometeu suicídio aos 30 anos e deixou a vida para se tornar um mito.
Idade, raça, classe e sexo: as mulheres redefinem a diferença, um texto de Audre Lorde
Leia na íntegra o artigo apresentado no Copeland Colloquium, em 1980, e publicado pela primeira vez no Brasil no livro Irmã Outsider, em 2019.
“Eu quero uma trégua: 24 horas sem estupros”
Proferido em 1983, durante a Midwest Regional Conference of the National Organization for Changing Men, o discurso de Andrea Dworkin permanece um manifesto atual e necessário.
A voz de Chimamanda Ngozi Adichie
Uma vez ouvida, a voz de Chimamanda Ngozi Adichie não pode ser ignorada. Como um murro na cara do(s) preconceito(s), eis uma mulher que diz, sim, o que pensa – e sua mensagem é objetiva. Para Chimamanda, calar não é uma opção. Tampouco o é fingir, docilizar ou submeter-se às estruturas racistas e misóginas que sustentam o status quo.
Hannah Arendt e a banalidade do mal
Com uma produção extensa que, mesmo após quatro décadas de seu falecimento, se mantém atual, Arendt é leitura indispensável para a compreensão do mundo em que vivemos.
Mês do Japão: Caixa Cultural RJ, Anime Wings e @BRUNOS_KUNST
Gosta de cultura oriental? Se você respondeu “claro que sim!”, este post é pra você!